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O corpo diz muito. Quanto menos o escutamos, mais desconforto sentimos, tanto no físico quanto no emocional. Para que nosso comportamento seja diferente, trazendo o resultado que desejamos, é preciso conhecer, perceber, saber ouvir. Afinal, como podemos mudar aquilo que nem sequer reconhecemos?

Nessa fase do meu ciclo, a fase pré-menstrual, tenho pensando muito sobre como agir diante da irritação, da falta de paciência, da raiva.

O contrário tem validade? Se estamos atentos ao corpo, agindo com responsabilidade, respeitando suas necessidades, geramos conforto, produzimos melhor, fluímos mais?

Perceber o corpo é fundamental para sair do modo automático e colher aquilo que semeamos. Por exemplo, quando não percebo a raiva e não tomo atitudes saudáveis perante ela, meu corpo reage liberando hormônios, os músculos se tensionam, o coração acelera junto com a respiração, tenho vontade esbravejar, socar, me movimentar de forma agressiva, gritar. Sinal de alerta e de auto proteção?

Tudo ok com a raiva, ela é necessária. Mas é preciso lidar com as consequências. E, sabe, tenho notado um certo padrão quando eu mesma ou pessoas com quem convivo vibram na agressividade. Parece que trava e vem junto julgamento, medo, vergonha, insegurança, solidão. Enquanto cultivo essa emoção parece que a vida não flui. Está além daquilo que meus únicos 5 sentidos conseguem reconhecer, mas sinto que, sim, recebemos exatamente aquilo que manifestamos.

Cris Ferrari

Investigando e percebendo corpo, ciclo, mente e comportamento. Mestre em fisioterapia, conduz grupos de práticas corporais com diálogos sobre a percepção de corpo e ciclo menstrual. Personal and professional coach, praticante de meditação budista, mãe do Lucas e doida pelo pôr do sol.